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“Farinha da felicidade”: superalimento milagroso ou modinha sem comprovação?

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Entenda se a farinha da felicidade realmente acelera o metabolismo e ajuda no emagrecimento, segundo especialistas  |   BNews Natal - Divulgação Imagem: Reprodução/TikTok
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 27/08/2025, às 14h07



A chamada farinha da felicidade viralizou nas redes sociais como promessa de acelerar o metabolismo, ajudar no emagrecimento, controlar a glicemia e melhorar a saúde intestinal.

A mistura reúne diferentes ingredientes nutritivos, como gérmen de trigo, psyllium, farinha de banana verde, fibra de maçã, aveia, gergelim, ora-pro-nóbis, maca peruana e beterraba.

O que dizem os especialistas

Apesar da fama, nutricionistas alertam que não há comprovação científica sobre a eficácia da farinha como combinação. Os possíveis benefícios estão ligados às propriedades isoladas de cada ingrediente, e não à mistura em si.

“Não existe um alimento que resolva todas as questões de saúde, muito menos que traga felicidade”, afirma Thelma Feltrin, nutricionista e mestre em saúde pública.

Ainda assim, a farinha pode fornecer fibras, proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes.

“É um alimento concentrado em nutrientes, mas não fornece macronutrientes em proporções adequadas. Deve ser vista como suplemento nutricional, não substituto de refeições”, explica Isolda Prado, diretora da Abran.

Benefícios possíveis

Dependendo da composição, a mistura pode contribuir para saúde intestinal, controle da glicemia, redução do colesterol, aumento da saciedade, fortalecimento da imunidade e até mais energia, graças a fibras, polifenóis, gorduras boas e compostos vegetais.

No entanto, os efeitos só são alcançados dentro de um estilo de vida equilibrado, com alimentação variada, prática de atividade física e hidratação adequada.

Riscos e cuidados

Consumir a farinha sem orientação profissional pode trazer riscos, especialmente para pessoas com alergias, intolerâncias ou doenças intestinais.

O excesso de fibras pode causar desconforto, prisão de ventre e até prejudicar a absorção de medicamentos. Além disso, o consumo elevado pode levar ao ganho de peso, já que a mistura também é calórica.

Por isso, especialistas recomendam moderação: até duas colheres de sopa por dia, sempre acompanhadas de bastante líquido. Também é fundamental garantir a procedência das farinhas e armazená-las corretamente.

Classificação Indicativa: Livre

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