Política

Defesa de Paulo Sérgio Nogueira pede absolvição no STF e diz que general atuou para impedir golpe

ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira - Billy Boss/Câmara dos Deputados
a defesa de Nogueira alegou que ele, durante conversa com Bolsonaro, pediu para que o ex-presidente aceitasse o resultado das eleições  |   BNews Natal - Divulgação ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira - Billy Boss/Câmara dos Deputados
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 14/08/2025, às 14h59



A defesa do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira afirmou em declaração ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o militar é inocente. Além disso, solicitou sua absolvição em relação ao inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-ministro é um dos réus centrais no processo que investiga o suposto esquema golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O que diz a PGR

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Nogueira é acusado de apoiar críticas ao sistema de votação, incitar uma ação golpista e apresentar uma minuta de decreto que visiva obter o apoio das Forças Armadas brasileiras.

Atuou ativamente contra o golpe 

Nos argumentos finais que foram enviados ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, a defesa do ex-ministro alegou que ele, durante conversa com Bolsonaro, pediu para que o ex-presidente aceitasse o resultado das eleições. Além disso, Nogueira teria se posicionado contra medidas excepcionais.

“De acordo com as provas contidas no processo, o general Paulo Sérgio é evidentemente inocente, tendo atuado ativamente para impedir a realização de um golpe de Estado e a derrubada violenta do Estado Democrático de Direito”, afirmou a defesa.

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O prazo para a entrega das manifestações finais finalizou na última quarta-feira (13), às 23h59. As alegações são a última oportunidade dos réus antes da decisão do STF, que poderá resultar em condenação ou absolvição.

Outros investigados 

Além do ex-presidente Bolsonaro, outros seis aliados tiveram a oportunidade de apresentar seus argumentos. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e colaborador da Justiça, já se manifestou no mês passado.

Réus do núcleo 1:

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República

Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin

Almir Garnier – ex-comandante da Marinha

Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF

Augusto Heleno – ex-ministro do GSI

Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa

Walter Braga Netto – ex-ministro e candidato a vice em 2022

Mauro Cid – tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Classificação Indicativa: Livre

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