Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 29/08/2025, às 14h16
Nesta sexta-feira (29), por meio de uma manifestação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se demonstrou contrária ao aumento do policiamento na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para o procurador-geral Paulo Gonet, neste momento, não é preciso que sejam adotadas "medidas mais severas" além da restrição já imposta. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Desde a última quarta-feira (27), a Polícia Penal do Distrito Federal passou a monitorar a residência de Bolsonaro, que fica em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília.
A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi executada após um pedido do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
A vigilância na casa de Bolsonaro acontece de maneira permanente, porém, discreta. São utilizados veículos sem identificação, além da realização de rondas alternadas. A decisão judicial também estabeleceu que o monitoramento deve ser em tempo real, mas não deve prejudicar a rotina dos moradores da região.
No pedido que foi enviado ao STF, a Polícia Federal relatou a necessidade de um reforço imediato na segurança, destacando indícios de ameaça concreta de fuga por parte do ex-presidente.
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Entre as hipóteses levantadas, estava a possibilidade de Bolsonaro buscar abrigo na Embaixada dos Estados Unidos, como forma de pleitear asilo político. Além da vigilância externa, os agentes também foram orientados a monitorar o uso da tornozeleira eletrônica.
Apesar dos argumentos da Polícia Federal, o procurador-geral da República entende que o cenário atual não exige medidas adicionais além da prisão domiciliar. Para Paulo Gonet, não há necessidade de reforço ostensivo no policiamento da residência de Bolsonaro.
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